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Postado em: novembro 3rd, 2010 O grupo

CURRICULO DO GRUPO

Realizador de grandes produções no Ceará, o Grupo Teatro Novo foi fundado em 1965 pelos renomados atores Marcus Miranda (Praxedinho), Maria Luiza e Aderbal Freire Filho (hoje morando no Rio de Janeiro, um dos mais expressivos e premiados Diretores desse País). Marcus Miranda, um dos mais respeitados atores do Ceará, dedicou integralmente a sua vida às artes cênicas, explorando o seu lado de autor, ator, cenógrafo e diretor, conduzindo o grupo Teatro Novo com muito brilhantismo, obtendo reconhecimento de todos. Entre grandes produções, os espetáculos “Dona Xepa”, “Uma Janela para o Sol”, “Dois Perdidos Numa Noite Suja, “Soninha Toda Pura”, formam o quadro de mais de 25 produções encenadas pelo Grupo. Assumindo a direção do Grupo desde 2001, Sidney Malveira preserva o Grupo em memória do falecido fundador Marcus Miranda, como o único grupo do Ceará que se transmite de geração a geração, mantendo sua atividade e produzindo a cada ano um espetáculo com muita fidelidade na qualidade do trabalho. O Grupo se desenvolve no segmentob artístico, pautado na responsabilidade social, interagindo dentro de um campo seja ele econômico, político ou cultural, gerando uma discussão sobre o seu papel na sociedade.

O grupo na sua atual direção montou o espetáculo “Dorotéia vai à Guerra” (2001), em comemoração aos 50 anos de carreira do ator Marcus Miranda; “Um Minuto de Silêncio” (2002), trazendo de volta aos palcos a “Dama do Teatro Cearense” Antonieta Noronha; “As Bestas” (2003), com as atrizes Leuda Bandeira e Mazé Figueiredo; e “Zona Contaminada” (2004), de Caio Fernando Abreu, visando uma proposta experimental. Em 2005 o espetáculo Tempo de Espera, de Aldo Leite. E em 2006 produziu “Anônimos”, texto e direção de Sidney Malveira, resultado de pesquisa realizada no Lar de Idosos Torres de Melo e “Eu Ando, Tu Andas… Eles Observam.”, de Dryca Lima utilizando-se do teatro, da dança e do vídeo para a construção do espetáculo. Em 2008 e 2009 realiza circulação pelos bairros em Fortaleza com o espetáculo “Eu Ando, Tu Andas… Eles Observam.” através do prêmio da FUNCET e realizou a montagem do espetáculo “Coisas – Palavras e Canções” com o ator veterano Ary Sherlock. E em 2010 realiza montagem e temporada do espetáculo “Bianchi – História e Sonho de Um Bailarino” texto de Aldo Marcozzi, em homenagem ao mestredo ballet clássico Hugo Bianchi, em comemoração aos seus 68 anos de carreira e 84 anos de vida, projeto este contemplado com o prêmio Klauss Vianna e realizado em parceria com a Associação Hugo Bianchi de Dança. Atualmente dedica-se a realização do projeto GTN 45 Encena agraciado com o prêmio Myriam Muniz, o qual abrange várias atividades artísticas gratuitas a serem oferecidas ao público em geral nos anos de 2010 e 2011.

PRINCIPAL FUNDADOR

Marcus Miranda

O principal criador do Teatro Novo, Marcus Miranda, inicia sua carreira artística no ano de 1951, como ator e diretor da peça teatral “O Noivo de Luiza” de Saint-Clair Senna e no ano seguinte funda ao lado de Hugo Bianchi, B. de Paiva, Haroldo Serra, Glyce Sales, dentre outros artistas cearenses o Grupo Teatro Experimental de Arte – TEA, estreando o espetáculo “O Morro dos Ventos Uivantes”. Miranda se destaca no Teatro, recebe uma bolsa de estudos do Governo do Estado do Ceará e vai estudar no Conservatório Nacional de Artes no Rio de Janeiro, cidade a qual nos anos de 1958 a 1962 atua e destaca-se em várias peças como “A Invasão” de Dias Gomes, dirigido por Ivan Albuquerque. O ator cearense desponta nos palcos do Rio, sendo consagrado pela especializada crítica do país.

Ainda em meados dos anos 60, Miranda volta a Fortaleza e na TV Ceará – Canal 2 adquire um “status” inesperado, com participação no programa “Dois na Berlinda” ao lado de Maria Luiza, fazendo o cômico personagem “Praxedinho”. Miranda cativou o público cearense de tal maneira que o programa ficou “no ar” por dois anos e meio, quando deveria permanecer apenas um mês. Já em 1965 Marcus Miranda, Aderbal Júnior (atualmente Aderbal Freire Filho) e Maria Luiza Moreira, instituem legalmente o Grupo Teatro Novo e estrearam com uma sofisticada montagem de “Deu Freud Contra” de Silveira Sampaio.

Pouco antes da criação do Teatro Novo, Miranda regressava do Rio de Janeiro trazendo em sua mala muitos livros e idéias. O artista acreditava na necessidade de criar um grupo e implantar uma nova forma de fazer teatro, diferente do que até então se poderia ver em grupos locais e estilos de teatro em Fortaleza. Assim ele coloca em prática seus conceitos de inovação do modo de fazer teatral, através da montagem de espetáculos com técnicas que no momento estavam começando a ser estudas no Brasil, os métodos de representação de Stanislavski. A idéia de inovação e que talvez daí tenha surgido o nome de “Teatro Novo”.
Miranda passa a lecionar no Curso de Arte Dramática em Fortaleza e alunos como Walden Luís e o Marcelo Costa, dentre tantos passam a também compor o quadro de artistas do Grupo Teatro Novo.

Deste momento em diante o Grupo Teatro Novo “monta” vários espetáculos como: “Uma Janela para o Sol” (1965) e “Dona Xepa” (1966) de Pedro Bloch; o infantil “As aventuras de Pedro Malazartes” (1966) de João Bittencourt; “Essa Mulher é Minha” (1966) de Magalhães Júnior; “Almajarra” (1967) de Artur Azevedo. Já em 68 o Teatro Novo é vanguardista. Marcus Miranda (Paco) divide o palco com Jório Nerthal (Tonho) em “Dois Perdidos numa Noite Suja” de Plínio Marcus. No ano seguinte (1969), o Grupo monta o espetáculo “O Pecador e a Flor”, de Eduardo Campos e “Soninha Toda Pura”,  de Ilclemar Nunes. Em 70 monta “Aquela Garota dos Olhos Grandes” de Rubem Rocha Filho e “Zoo Story” de Albee. Já em 75 com a associação firmada com Erotilde Honório monta “Presépio na Vitrine” de Roberto Gomes.
Em comemoração aos seus 25 anos de carreira, em 1976, Miranda estréia o monólogo “O Aniversário” de Ricardo Guilherme, logo em seguida, vêm “Dorotéia vai a Guerra” de Carlos Alberto Ratton. Além de outras montagens realizadas nas décadas de 80 e 90, Miranda acumulava os cargos de ator, diretor, cenógrafo, autor, dominando ainda, de forma exemplar, os seus diversos personagens. Em 2001, Miranda comemorou seus cinqüenta anos de carreira com a remontagem do espetáculo “Dorotéia Vai a Guerra” sob direção de Sidney Malveira. No mesmo ano em 15 de outubro, o grande mestre faleceu deixando uma rica herança aos que tiveram a oportunidade de aprender e/ou trocar com ele os segredos do seu ofício, disciplina, dedicação e verdadeiro amor a Arte.

“O teatro é uma coisa muita séria, seríssima. Ao mesmo tempo é uma grande brincadeira. Eu acho que é a melhor de todas as mentiras. A gente esta sempre mentindo. Tudo Mentira.”   Marcus Miranda

ATUAL PRESIDENTE

Sidney Malveira

Marcus Miranda e o Teatro Novo fazem parte da memória viva e sólida do Teatro Cearense. Eu não poderia deixar que toda essa história se esvaísse, como a de tantas outras personalidades que muito fizeram pela cultura do nosso Estado e que a nossa curta memória, tende a apagar. Então se faz necessário o reconhecimento por sua contribuição às Artes Cênicas, e é o que acontece em 2007 o ator é eternizado quando o Teatro do Centro Cultural Bom Jardim do Governo do Estado do Ceará recebe o nome de Teatro Marcus Miranda. É lamentável Miranda não ter vivido pra ver seu nome eternizado, por meio da maior homenagem que um ator poderia receber: uma casa de espetáculos com seu nome.

A vanguarda de artistas do Ceará sempre foi motivo de admiração e respeito. Pra mim fonte de conhecimento e inspiração. Sinto-me um privilegiado ao lado de Antonieta Noronha, Ary Sherlock e Hugo Bianchi, por que não só construí uma relação profissional, mas algo mais precioso uma verdadeira amizade mantida até hoje.

O Novo momento do Teatro Novo proporcionou o encontro de gerações como a possibilidade de experimentar novas idéias, novos desafios, novos atores e atrizes, novas dramaturgias, os novos e velhos processos do teatro, o teatro investigativo fundamentado na pesquisa, vivenciando cada instante de aprendizagem desta efêmera circunstância teatral.